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    O Caminho do Coração, a Senda do Graal.

    Agosto 29, 2007

    Cristianismo: Actos de João

    Há textos apócrifos que mostram uma outra visão dos primórdios do cristianismo. Como os Actos de João e a Revelação dos Mistérios da Cruz

    Actos de João

    Antes que fosse preso, Jesus reuniu todos e disse:

    Antes que eu seja entregue, cantaremos um hino ao Pai Mãe,

    Iremos ao encontro daquilo que nos espera.

    Ele pediu que dando as mãos fizessemos uma roda

    E Ele no meio disse: respondei-me Amém.

    Começou então a cantar um hino que dizia:

    Glória ao Pai Mãe

    E nós ao redor respondiamos:

    Amém.

    Glória à Graça, glória ao Espírito, glória ao Santo,glória a sua glória

    Amém

    Nós o Louvamos oh Pai Mãe, nós lhe damos graças, oh Luz em que não habita as trevas.

    Amém.

    Agora direi porque damos graças:

    Devo ser salvo e salvarei

    Amém

    Devo ser liberto e libertarei.

    Amém.

    Devo ser gerado e gerarei.

    Amém.

    Devo ouvir e serei ouvido.

    Amém.

    Devo ser lembrado e lembrarei.

    Amém.

    Devo ser lavado e lavarei.

    Amém.

    A Graça dança em conjunto, eu devo tocar a flauta, dançai todos.

    Amém.

    O reino dos anjos cantam louvores connosco.

    Amém.

    Ao universo pertence ao que participa da dança.

    Amém.

    Quem participa da dança não sabe o que vai acontecer.

    Amém.

    Devo ir mas vou ficar.

    Amém.

    Devo honrar e devo ser honrado.

    Amém.

    Não tenho morada mas estou em todos os lugares.

    Amém.

    Não tenho templo mas estou em todos os templos.

    Amém.

    Sou um espelho para aquele que me contempla.

    Amém.

    Sou uma porta para aquele que bate.

    Amém.

    Sou um caminho para ti que passas.

    Amém.

    Se seguires a minha dança compreendes o que falo

    Guarda silêncio sobre os meus mistérios.

    Tu que participas da dança compreende o que faço

    Pois a ti pertence esse sofrimento.

    Tu não poderias de maneira alguma compreender o que sofre

    Se Eu não tivesse sido enviado como Logos do Pai Mãe.

    Viste o que sofro, viste-me a sofrer e não ficaste insensível

    Mas sim profundamente perturbado.

    Tu que pela perturbação alcançaste a sabedoria tens em mim um leito

    Repousa em mim.

    Saberás que sou quando Eu tiver partido

    O que parece ser agora não sou

    Tu verás quando vieres

    Se soubesse como sofrer seria capaz de não sofrer mais

    Aprende a sofrer e serás capaz de não mais sofrer.

    O que não sabes eu mesmo vou ensinar.

    Sou teu Deus

    Quero andar no ritmo das almas santas

    Aprende comigo a palavra da sabedoria

    Diz-me de novo:

    Glória ao Pai Mãe, glória ao Logos, glória ao Espirito Santo.

    Tu queres saber o que sou ?

    Com a palavra revelei tudo

    E não fui de modo algum revelado

    Compreende bem:

    Eu estarei aqui

    Quando tiveres compreendido diz:

    Glória ao Pai Mãe

    Amém.

    Depois do canto dos Salmos sairam para o monte das Oliveiras

    A revelação do mistério da cruz

    dos actos de João

    A visão de João

    Jesus mostrou-lhe em espírito uma cruz de Luz firmemente fixa

    Em volta da cruz uma grande multidão,

    que não tinha nenhuma forma definida

    E na cruz uma outra forma, com a mesma aparência,

    E lá estava Jesus sobre a cruz mas sem nenhuma forma e

    uma voz doce, gentil e espiritual disse:

    João tu és aquele que eu preciso que estejas pronto para ouvir estas coisas de mim:

    Esta cruz de Luz é algumas vezes chamada de Logos por mim

    Para vossos propósitos algumas vezes Mente,

    algumas vezes Jesus.

    Algumas vezes Cristo

    Algumas vezes uma Porta,

    algumas vezes um Caminho,

    Algumas vezes Pão,

    algumas vezes Semente,

    algumas vezes Ressurreição,

    Algumas vezes Filho,

    algumas vezes Pai Mãe,

    algumas vezes Espírito,

    Algumas vezes Vida,

    algumas vezes Fé,

    algumas vezes Graça

    E assim é chamada para propósitos do Homem

    Mas o que é verdadeiramente como conhecida por si mesma e dito por nós

    É que é a distinção de todas as coisas

    E a forte elevação do que está firmemente fixo

    Fora do que é instável

    E a harmonia da Sabedoria,

    sendo Sabedoria em harmonia.

    Mas há lugares à direita e à esquerda,

    Poderes, Autoridades, Principados,

    Ameaças, paixões e a raiz inferior

    De onde a natureza das coisas transitórias provém

    Esta cruz é então aquela que unificou todas as coisas pela palavra

    e que as separou do que é transitório e inferior

    e que também transmutou coisas dentro de mim

    esta não é a cruz de madeira

    nem eu sou o de carne e osso

    Eu fui tomado para ser aquilo

    o que eu não sou

    Eu que não sou o que para muitos eu fui

    Mas o que eles vão dizer de mim é penoso e indigno de mim

    Desde então o lugar do meu repouso não deve ser visto nem revelado

    Nem Eu devo ser visto ou revelado.

    A multidão ao redor da cruz,

    a que não é de uma forma, é a natureza inferior,

    E aqueles que você viu na cruz,

    mesmo que não tenham ainda uma forma,

    nem todos os membros daquele que desceu foram reunidos ainda.

    Mas quando a natureza humana á tomada

    a raça que vem a mim e obedece à minha voz,

    Então aquele que agora me ouve

    Deverá unir-se a esta raça e não será mais o que ele é agora

    Mas estará acima deles, como eu estou agora

    Enquanto não chamaste o Eu

    Eu não sou o que sou

    Mas se me ouvires

    Tu também como ouvinte serás o que eu era

    Quando fores como EU SOU

    Serás com Eu Sou

    Portanto ignora os muitos e despreza os que estão fora do mistério,

    Pois deves saber que EU SOU totalmente com o Todo e o Todo comigo.

    Assim eu não sofri nada do que vão dizer de mim, mesmo o sofrimento que eu te mostrei e o resto da minha dança eu quero que seja chamado de mistério

    Pois o que tu és, que eu te mostrei como tu vês

    Mas o que EU SOU , é apenas conhecido por mim mesmo e ninguém mais

    Deixa-me ter o que é meu

    O que é teu deves ver através de mim

    Mas a mim deves ver, não verdadeiramente o que EU SOU como eu disse,

    Mas aquilo que tu és capaz de saber

    Tu ouviste o que eu sofri, e eu não sofri

    E aquilo que eu não sofri ainda assim eu sofri

    E que eu fui trespassado ainda assim eu não fui ferido

    E que eu fui pendurado ainda assim eu não fui pendurado

    E que o sangue fluiu de mim ainda assim ele não fluiu

    E numa palavra

    Aquilo que eles dizem de mim

    Eu não confirmo

    Mas aquilo que eles não dizem, essas coisas eu sofri

    Aquilo que Eu te mostro secretamente é porque entendes

    Deves então conhecer o tormento do Logos que há em mim

    O sangue do Logos, as feridas do Logos, o jejum do Logos, a morte do Logos,

    E assim eu digo despindo a minha humanidade

    O Primeiro então que deves conhecer é o Logos

    Depois a divindade e em terceiro lugar o homem, e o que ele sofreu.

    Isto é um sinal e uma libertação e salvação do SER .

    Amém.


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